Furtos nos cemitérios: Acesc orienta não usar itens de bronze




Uma internauta entrou em contato com o Portal 24h para relatar uma cena um tanto quanto deprimente. O espaço que é destinado a homenagear entes queridos, que já carrega por si só a dor da perda de quem se ama, tem se tornado cada dia mais, alvo de criminosos.

Segundo ela, ao visitar um familiar sepultado no cemitério do bairro São Cristóvão, se deparou com diversas lápides depredadas, flores arrancadas, entre outros atos de vandalismo. Ela questionou inclusive a questão da segurança no espaço.

A reportagem do Portal 24h entrou em contato com o superintendente da ACESC, Beto Guilherme, que administra os serviços funerários e cemitérios da cidade. Conforme Beto, o problema é, infelizmente, enfrentado em diversas partes do Brasil e do mundo por conta de atos criminosos. "Infelizmente esse é um furto que incomoda demais, porque as pessoas fazem uma lápide para homenagear a pessoa e ela é vandalizada". 

Beto disse que a equipe da ACESC tem orientado para que as pessoas não coloquem peças de bronze, que usem as de aço inox ou um produto com uma cerâmica gravada, que não tem valor comercial. "O bronze chama a atenção pelo peso e eles acabam vendendo para empresas que fazem a aquisição".

Em relação a segurança com guardas nos cemitérios, Beto salienta que Cascavel tem ao todo 28 cemitérios. "Temos espaços espalhados por todos os cantos da cidade, incluindo comunidades e distritos, e fica muito difícil ter o controle disto. O que estamos pedindo é que quem compra esses produtos vá para a cadeia e peço encarecidamente às pessoas que tiveram suas lápides furtadas, que vá até a delegacia ou faça o boletim de ocorrência de forma online. É um bem da pessoa, ela que foi lesada e precisa fazer o boletim de ocorrência para que possamos solicitar junto às autoridades maior atenção em relação a esses produtos nos cemitérios".



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