O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22) após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal cumpriu o mandado por volta das 7h e levou o ex-mandatário à Superintendência da PF em Brasília. A decisão recai exclusivamente sobre Bolsonaro — outros condenados da trama golpista não foram alvo de ordens de prisão nesta fase.
Medida cautelar e fundamentação
A prisão preventiva tem caráter cautelar e não representa o início do cumprimento da pena de 27 anos à qual Bolsonaro foi condenado. Segundo fontes próximas ao STF, Moraes apontou risco à ordem pública, possível articulação política para influenciar o processo e histórico de descumprimentos de medidas judiciais como fundamentos para a decisão.
Outros réus permanecem em liberdade
Mesmo após a Primeira Turma do STF manter as condenações de Bolsonaro e de outros envolvidos na tentativa de golpe de 2022, apenas o ex-presidente foi alvo de mandado neste sábado. Permanecem em liberdade nomes como:
Walter Braga Netto
Paulo Sérgio Nogueira
Anderson Torres
Augusto Heleno
Almir Garnier Santos
Alexandre Ramagem
Mauro Cid
Para esses réus, a execução da pena deve ocorrer após o trânsito em julgado, o que ainda não aconteceu.
Defesa deve pedir revogação
A defesa de Bolsonaro prepara pedido de revogação da prisão ou conversão para domiciliar, alegando idade e saúde do ex-presidente. O recurso deve ser apresentado ainda hoje.
Repercussão política
Aliados do ex-presidente classificaram a prisão como ato de “perseguição”, enquanto integrantes da base governista afirmaram que a medida reforça a “responsabilidade constitucional”. As forças de segurança monitoram possíveis atos convocados por apoiadores de Bolsonaro.
Próximos passos
Bolsonaro permanece detido na sede da PF e aguarda novas deliberações do ministro Alexandre de Moraes. A publicação do acórdão da condenação deve ocorrer nas próximas semanas, o que pode abrir caminho para novas prisões no caso.

