Incêndio em arranha-céus de Hong Kong deixa dezenas de mortos e quase 300 desaparecidos




Hong Kong viveu uma de suas maiores tragédias urbanas na noite desta quarta-feira (26), quando um incêndio de grandes proporções atingiu o complexo residencial Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po. O fogo, que começou no meio da tarde, rapidamente ganhou força e se espalhou por sete torres de 31 andares, deixando um rastro de destruição.

As autoridades confirmaram ao menos 55 mortes e ainda buscam cerca de 279 pessoas desaparecidas. Entre os feridos, dezenas estão em estado grave. Mais de 900 moradores ficaram desabrigados e foram levados para abrigos emergenciais.

As primeiras informações apontam que o fogo teria iniciado nos andaimes de bambu instalados ao redor das torres, que estavam em reforma. O material tradicionalmente usado em obras em Hong Kong, inflamável e sustentado por lonas plásticas, pode ter contribuído para que as chamas se espalhassem de forma explosiva.

Moradores relataram ainda a falha dos sistemas de alarme e a rápida propagação do incêndio pelas fachadas. Imagens compartilhadas nas redes mostravam chamas descendo como “cortinas de fogo”, dificultando a entrada das equipes de resgate nos prédios.

Resgate e caos

O governo acionou o alerta máximo, mobilizando centenas de bombeiros, ambulâncias e equipes de busca. Um bombeiro morreu tentando salvar moradores.

Durante toda a madrugada, helicópteros sobrevoaram a região enquanto equipes de resgate tentavam acessar apartamentos bloqueados por fumaça intensa e estrutura comprometida.

Investigações e prisões

Três responsáveis pela obra de reforma foram presos sob suspeita de negligência grave. As autoridades investigam se materiais utilizados na vedação das fachadas, possivelmente compostos inflamáveis como espumas plásticas, aceleraram o avanço das chamas.

O desastre reacendeu o debate sobre normas de segurança em prédios altos e o uso de técnicas tradicionais de construção em Hong Kong.

Cenário de destruição e solidariedade

No entorno do complexo, famílias aguardam notícias de parentes desaparecidos enquanto voluntários organizam doações de roupas, água e alimentos. A prefeitura afirma que “não medirá esforços” para localizar todos os moradores.


Especialistas classificam o episódio como o maior incêndio residencial na cidade em mais de seis décadas.

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