Portal 24h vai a Rio Bonito do Iguaçu e mostra como a cidade está após três tornados


 

Empatia e amor ao próximo. Assim pode ser descrito o sentimento vivido pelas centenas de voluntários que deixaram muitas vezes seus afazeres para se juntar aos 17 mil habitantes de Rio Bonito do Iguaçu.

Era fim de tarde de sexta-feira (07) quando três tornados devastaram a pequena cidade no sudoeste do Estado. Tudo que havia, seja escola, ginásios, casas, tudo ficou completamente destruído. Seis pessoas morreram e mais de 430 ficaram feridas, algumas gravemente em um dos piores desastres climáticos do Brasil.

Mas, apesar de tamanha dor, os moradores tem juntado forças e, com o apoio de voluntários, buscam retomar a vida, mesmo diante de um cenário de guerra.



Nesta segunda-feira (10) a reportagem do Portal 24h está em Rio Bonito do Iguaçu e o que mais se vê é a solidariedade e a busca incessante de ajudar aqueles que perderam tudo.

Antes de chegar a cidade, a reportagem passou por Laranjeiras do Sul, que se tornou nos últimos dias um ponto-base para o material que vem sendo arrecadado. Aos poucos, as doações que chegam de todas as partes do Brasil e até mesmo do exterior, está sendo repassada.

De acordo com o secretário de comunicação de Laranjeiras do Sul, Marcos Antônio das Dores Wessler, desde sexta-feira quando souberam do incidente em Rio Bonito do Iguaçu, o povo de Laranjeiras já se mobilizou para ajudar. "O nosso ginásio dos bancários foi o primeiro ponto, e conforme foram chegando as doações, os demais também foram usados".



Conforme o secretário, além dos itens que já estão sendo enviados para a cidade, Rio Bonito do Iguaçu está precisando de mão de obra. "Sabemos que uma equipe de arquitetos está vindo para cá. Não para atuar como arquiteto, mas pra colocar a mão na massa, para pegar na enxada e reerguer essa cidade".

Marcos lembra que esse 'arregaçar as mangas' vai durar por muito tempo. "Não é algo de um fim de semana, vai levar muito tempo para que tudo volte, quem sabe, ao normal".


O secretário conta ainda que até um avião vindo do exterior com ajuda deve chegar na cidade. "O que a gente ressalta é que as pessoas não enviem qualquer coisa. Essas pessoas já perderam tudo o que tinham. Eles precisam  de coisas que possam ser usadas. Roupas íntimas, por exemplo, se for enviar, mandem novas porque não dá para usar coisas velhas. Essas pessoas querem uma blusa bonita, não para ficar bonito, mas para aquecer o próprio coração em meio a tanta dor".



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