Hospital Universitário do Oeste do Paraná esclarece que não é alvo das medidas do Ministério Público; investigação apura possíveis irregularidades em contratos de manutenção de equipamentos radiológicos.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Cascavel, deflagrou nesta quinta-feira (9) a segunda fase da Operação Raio-X, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de fraude em licitações e corrupção envolvendo contratos de manutenção de equipamentos radiológicos.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Maringá, Londrina, Curitiba e Marialva, no Paraná, além de Aquiraz, no Ceará.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontam que o grupo investigado teria direcionado procedimentos licitatórios para favorecer uma empresa específica. Em contrapartida, após receber os pagamentos pelos serviços prestados, a empresa realizaria repasses periódicos ao servidor público responsável pelo Centro de Imagens.
O servidor investigado já havia sido afastado durante a primeira fase da Operação Raio-X e responde a uma ação penal por fatos semelhantes relacionados a outra empresa contratada para a realização de serviços na área de exames radiológicos. O processo tramita na 4ª Vara Criminal.
Nesta etapa, o material apreendido será analisado para fortalecer o conjunto de provas e dar continuidade às investigações. Os fatos apurados envolvem, em tese, os crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, corrupção ativa e corrupção passiva.
Em nota, o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) esclareceu que não é alvo das ações deflagradas pelo Ministério Público do Paraná. A instituição informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e reforçou seu compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos.
